



O mais recente sucesso de António-Pedro Vasconcelos estrio dia 21 de Janeiro onde encheu a sala do Cinema S. Jorge, como assim promete encher muitas outras por todo o país, a estreia oficial deu-se Quinta-Feira, 28 de Janeiro. Os actores Soraia Chaves e Marco D’Almeida darão vida a esta comédia romântica com uma pitada de crítica social, o filme trata a história de uma actriz de telenovela, Soraia Chaves, e o seu mirone de estimação, um paparazzi que persegue a famosa e polémica actriz para todo o lado captando todas as suas “gafes” rotineiras, o que resultará numa comédia romântica inesperada e louca.

Desde 2009 que a Lady Gaga chegou e arrasou (segundo os críticos), com o seu visual que deu um novo ar ao estilo pop-gruge, Miss. Gaga das terras de sua majestade não se limitou a imitar as estrelas de top, ela criou uma, desde o seu modo de vida extravagante, ate as letras compostas por ela e as acções em público que lhe deram o título de princesa da pop; temo que não seja fã o suficiente para falar sobre esta nova figura da cena pop, poderei sim afirmar que encontro nela um grande génio, pois sempre se soube que por traz de um génio a sempre um pouco de loucura; foi a umas semanas, estava na casa de um amigo que decidiu por a tocar uma variedade de música tirada do youtube, quando vejo que vai começar a escrever lady ga… olhei para ele com uma cara de desilusão, pois sempre fui um crítico muito severo quanto a este tipo de música e a maneira como actuam. Uma versão de piano da música paparazzi que esteve no top Americano entre as 5 melhores da Billboard, notamos logo de começo que a cantora domina bem o piano, provando ser mais do que aquilo que ela veste, como disse na entrevista que deu a globo quando esteve no Brasil, tornou assim uma música que para muitos poderia ser detestável, numa melodia trabalhada, que continua instável consoante a sua forma de fazer música, mas bela e ouvi vele a todos.

Jan - 2010 28, 30 e 31
Electra surge de um longo percurso de solos da coreógrafa iniciados em 1988, onde em cada uma dessas criações se revela o cunho pessoal da autora / intérprete.Todos esses solos são fruto não do acaso ou circunstância mas sim de um encontro e confronto consigo própria. Os seus solos nascem de uma urgência, de uma evidente necessidade, da invasão de uma ideia que se instala e a impele a um desafio sem retorno. Assim surgiu a personagem de Electra talvez num sonho, colando-se à pele como uma saga. Pouco lhe importará a narração da história que a envolve mas sim os contornos dessa complexa personagem.Coreografia e InterpretaçãoOlga Roriz
Dramaturgia, Selecção Musical e FigurinosOlga Roriz e Paulo Reis
MúsicaGavin Bryars, Eleni Karaindrou, Erik Honore/Jan Bang, Carlos Zíngaro, Benco & Hladnik, Richard Strauss
Cenografia e Direcção de ensaiosPaulo Reis
Desenho de luzClemente Cuba
Desenho de som, Pós-produção áudio e MontagemSérgio MilhanoTécnico de somMiguel Mendes
Técnico de luz Daniel Verdades
Assistente da direcçãoLaura Moura
Assistente de guarda-roupa, cenário e adereçosMaria RibeiroCostureiraFlorinda Inácio
Construção da cabeça de rinoceronteJoão Pedro Rodrigues
Director de produçãoPedro Quaresma
Produtora executivaTeresa Brito
Co-produção: Companhia Olga Roriz Teatro Nacional S. João OPARTApoio: Alfredo & Biquette
Apoio Institucional da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
“Garden” (jardim), traz-nos a mente a possibilidade de liberdade, mesmo confinado ao espaço físico e psicológico, é tornado num exercício. O fio condutor da obra centra-se entre o desejo e a possibilidade de realizar algo, o físico dita-nos os espaços de manobra que temos nos nossos sonhos, acabando por chegar a mais pura das emoções: O amor.
Criado em 1999 pelo coreografo Rui Horta, para o Nederlands Dans Theater II no Holland Festival, e apresentado na Dinamarca novamente para o NDDT e em Portugal para a Companhia Instável.



Breve Sumário da História de Deus
Sala Garrett
08 de Jan a 31 de Jan 2010
4ª a Sáb. 21h30 Dom. 16h
Na hora de eleger o seu primeiro texto enquanto Director Artístico do TNSJ, Nuno Carinhas opta por regressar a Gil Vicente, depois de em 2007 ter organizado a extroversão de Beiras. A escolha incide sobre um auto de forte pendor religioso, escassamente frequentado por leitores e encenadores: Breve Sumário da História de Deus. Estreado na corte de D. João III “na era do Senhor de 1527”, o auto propõe um especioso mosaico de passos das Sagradas Escrituras – da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo – e possui uma densidade retórica que, cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico, amplia as potencialidades de representação muito para lá do mero intuito doutrinal.Da adoração de Abel à “voz que clama no deserto” de João Baptista, passando pelas provações de Job ou pelas profecias de Isaías, Vicente promove um casting bíblico para contar (usemos, para efeitos promocionais, o título de um dos blockbusters de Hollywood) a maior história de todos os tempos. Também habitado por figuras malignas e pelas alegorias do Mundo, do Tempo e da Morte, Breve Sumário da História de Deus revela-nos, afinal, a misteriosa condição de criaturas cuja desesperada humanidade se redime na esperança de Deus. De GIL VICENTE encenação e cenografia NUNO CARINHASfigurinos BERNARDO MONTEIROdesenho de luz NUNO MEIRA desenho de som FRANCISCO LEALvoz e elocução JOÃO HENRIQUES apoio dramatúrgico PEDRO SOBRADOapoio linguístico JOÃO VELOSOinterpretação ALBERTO MAGASSELA, ALEXANDRA GABRIEL, ANTÓNIO DURÃES, DANIEL PINTO, JOANA CARVALHO, JOÃO CARDOSO, JOÃO CASTRO, JOÃO PEDRO VAZ, JORGE MOTA, JOSÉ EDUARDO SILVA, LÍGIA ROQUE, MÁRIO SANTOS, MIGUEL LOUREIRO, PAULO FREIXINHO, PAULO CALATRÉ, PEDRO ALMENDRA, PEDRO FRIASassistência de encenação JOÃO CASTRO
produção TNSJ
M/12
Blackbird
Sala Estúdio
14 de Jan a 21 de Fev 2010
4ª a Sáb. 21h45 Dom. 16h15
Tiago Guedes encena uma peça do dramaturgo David Harrower, um dos autores-revelação da escrita para teatro. A sua primeira peça, Knives in Hens, foi estreada em 1995 (numa encenação de Philip Howard) e rapidamente obteve sucesso nos mais importantes palcos europeus. Blackbird (2005) foi produzida para o Festival Internacional de Edimburgo, conhecendo outras apresentações um pouco por todo o país, em Londres e Kingston.
Ray, 56 anos, é confrontado com o seu passado quando Una, 27 anos, aparece de surpresa no seu local de trabalho. Culpa, raiva, emoções fortes e cruas surgem enquanto eles relembram a relação apaixonada que ambos viveram há 15 anos atrás. Blackbird fala de um assunto delicado com sensibilidade e sem juízos morais, questiona os limites da nossa maneira de ver a vida, dos nossos tabus, das nossas concepções de amor e de abuso. De DAVID HARROWER tradução e encenação TIAGO GUEDEScenário e figurinos JOANA ROSA desenho de luz NUNO MEIRA com MIGUEL GUILHERME, ISABEL ABREU, CONSTANÇA ROSADO, FILIPA REBELO, MARGARIDA LOPES
produção TNDM II em colaboração com TAKE IT EASY
Rei Édipo
Sala Garrett
18 de Fev a 28 de Mar 2010
4ª a Sáb. 21h30 Dom. 16h
Escrita por Sófocles por volta de 427 a.C., Rei Édipo foi considerada por Aristóteles o mais perfeito exemplo de tragédia. No mito de Édipo, confrontamo-nos com as nossas perguntas sobre a identidade do poder, a ascensão e queda dos vitoriosos, a incerteza da vida, a relação entre o público e o privado, o desígnio do destino em oposição ao livre arbítrio. Jorge Silva Melo apresenta uma nova versão desta tragédia que é uma das peças mais adaptadas e interpretadas em todo o mundo.
A peste atinge a cidade. E o Rei Édipo quer saber porquê. Juntam-se as gentes à porta do palácio. E o Rei vem ter com a multidão e diz:
Nas ruas,há gemidos, cantos fúnebres, lamentos.Mas chora o quê a nossa cidade?Que esperais?
De pergunta em pergunta, de resposta em resposta, os enigmas vão caindo. Édipo quer saber. Quer saber que maldição paira sobre a sua cidade, quer saber quem é. Vai descobrir uma verdade tremenda. Esta é a tragédia do saber. A partir de SÓFOCLESversão e encenação JORGE SILVA MELOcenário e figurinos RITA LOPES ALVESmúsica original PEDRO CARNEIROluz PEDRO DOMINGOS com DIOGO INFANTE, LIA GAMA, VIRGÍLIO CASTELO, ANTÓNIO SIMÃO, PEDRO GIL, CÂNDIDO FERREIRA, JOSÉ NEVES, ANTÓNIO BANHA, AMÉRICO SILVA, DANIEL PINTO, DAVID PEREIRA BASTOS, ELMANO SANCHO, JOÃO MEIRELES, JOÃO MIGUEL RODRIGUES, JOAQUIM PEDRO, JOHN ROMÃO, MIGUEL TELMO, PEDRO LAMAS, PEDRO LUZINDRO, PEDRO CARDOSO, RUBEN TIAGO, TIAGO MATIAS, ANDRÉ PATRÍCIO, BERNARDO DE ALMEIDA, ESTÊVÃO ANTUNES, HUGO BETTENCOURT, HUGO SAMORA, JOÃO DELGADO, MANUEL SÁ PESSOA, MIGUEL AGUIAR, PEDRO MENDES, RICARDO BATISTA, TIAGO MATEUS as crianças BEATRIZ LOURENÇO, INÊS CONSTANTINO, MARGARIDA CORREIA E BEATRIZ MONTEIRO, INÊS ANTUNES, NEUSA CAMPOS os músicos ÂNGELA CARNEIRO, DAVID SILVA, MARCO FERNANDES co-produção TEATRO NACIONAL D. MARIA II / ARTISTAS UNIDOS em colaboração com a ORQUESTRA DE CÂMARA PORTUGUESA
